Impacto de 2024 abriu cratera de 222 metros; até o chão ao redor mudou de comportamento térmico.
A Lua não tem trânsito, IPTU nem vizinho reclamando de barulho, mas também leva suas pancadas. Cientistas identificaram uma cratera de 222 metros de diâmetro, formada em 2024, considerada a maior desse tipo documentada desde o início das operações do orbitador lunar da NASA, em 2009.
Buraco lunar deixou uma área de 7 quilômetros mais fria
A descoberta foi feita por Robert Wagner, em outubro de 2025, ao comparar imagens antigas e recentes. Batizada de McGetchin, a cratera tem 43 metros de profundidade e surgiu após o impacto de um objeto de tamanho estimado entre um prédio de três e seis andares. Na Lua, pelo visto, até uma visita indesejada deixa estrago de respeito.
O instrumento Diviner detectou que o terreno ao redor fica entre 8 e 9 graus Kelvin mais frio durante a noite lunar, numa faixa de aproximadamente 7 quilômetros. O impacto soltou a poeira e as rochas da superfície, fazendo o solo perder calor mais rapidamente. Um buraco, portanto, que não se contentou em ficar no próprio lugar.
Impacto raro pode ajudar a revelar a idade das crateras
Segundo os pesquisadores, colisões capazes de produzir crateras desse tamanho ocorrem, em média, a cada 132 anos. O estudo, publicado na revista Science Advances, pode ajudar a compreender como impactos alteram o solo lunar e como essas marcas desaparecem ao longo de milhares ou milhões de anos.
A equipe ainda investiga como o choque afrouxou o terreno a quilômetros de distância. Enquanto isso, a Lua segue sem precisar de reforma urbana: o próximo impacto, porém, pode deixar mais perguntas do que respostas.
