Suspeitos viram a polícia pelas câmeras e correram para apagar WhatsApp e Signal; a perícia recuperou mais de 25 mil registros
Quem vê viatura pela câmera de segurança e corre para apagar aplicativos parece acreditar que basta apertar alguns botões para fazer a Justiça perder o sinal. Só que, na Operação Gutenberg, o plano de dois investigados não saiu como esperado. O advogado e lobista Gabriel Taquino apagou o WhatsApp em apenas 14 segundos após desbloquear o celular. Já Francisco Anízio dos Santos removeu WhatsApp e Signal em pouco mais de um minuto, depois de visualizar a chegada do Bope.
A perícia do Gaeco recuperou mais de 9,3 mil registros no aparelho de Anízio e 16,4 mil no de Taquino. Pelo visto, esqueceram de combinar com os metadados: apagar o aplicativo não significa apagar todos os rastros. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou os dois por obstrução da Justiça.
A Operação Gutenberg investiga um esquema milionário de fraudes em contratos públicos, corrupção e desvios na saúde. Na tentativa de apagar as provas, os investigados acabaram acrescentando outro problema ao próprio histórico judicial.
