Resultado chamou atenção, mas pesquisadores alertam que a amostra não permite afirmar preferência dos animais por mulheres
Dois bovinos da raça Holandesa participaram de um experimento realizado em um santuário no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Magnus e Callum, dois bois castrados resgatados ainda jovens, foram colocados em contato com 11 pessoas, que puderam acariciar, alimentar, escovar e abraçar os animais.
Durante as sessões, os pesquisadores observaram que os bovinos permaneceram mais tempo próximos das participantes mulheres. Elas também relataram maior envolvimento afetivo nas interações, resultado considerado curioso porque não era o principal objetivo da pesquisa.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Nova York e da Academia Militar dos Estados Unidos, buscava avaliar o potencial dos bovinos em atividades de interação assistida e compreender como os animais respondem ao contato humano. Cada participante permaneceu pelo menos 45 minutos com os bois.
Apesar do resultado, os pesquisadores ressaltam que não é possível afirmar que bovinos preferem mulheres. A pesquisa envolveu apenas dois animais e 11 participantes, além de depender parcialmente da percepção dos voluntários. Os autores defendem estudos maiores para compreender melhor os vínculos entre bovinos e seres humanos.
