Agricultura empresarial deve ter mudanças maiores nas taxas, enquanto agricultura familiar terá ajustes pontuais
O Plano Safra 2026/27 deverá contar com volume de recursos superior a R$ 600 bilhões, mas abaixo dos R$ 652 bilhões solicitados pelos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A avaliação é de integrantes da equipe técnica responsável pela elaboração do programa, que discutiu nesta quarta-feira os custos da equalização dos juros e a disponibilidade de recursos para financiar o crédito rural. As limitações orçamentárias do governo federal e a dificuldade de obtenção de novas fontes de financiamento reduzem a possibilidade de expansão significativa dos valores e de cortes amplos nas taxas de juros.
A prioridade deverá ser o custeio da produção, enquanto os investimentos seguem em ritmo menor devido ao atual cenário de juros elevados. O governo também avalia incorporar ao Plano Safra a linha Move Agricultura, com R$ 14 bilhões provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A agricultura empresarial deve concentrar os principais ajustes nas taxas, atualmente em 10% ao ano para médios produtores e 14% para grandes produtores. Já a agricultura familiar, que opera com juros entre 2% e 6% ao ano, deverá receber apenas mudanças pontuais.
A definição final do programa segue em discussão entre os ministérios envolvidos e a equipe econômica.
