A Advocacia-Geral da União (AGU) se posicionou contra a ação popular movida pelo vereador Guilherme Kilter (Novo), que busca encerrar o gabinete informal da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Segundo a AGU, a esposa de Lula não usufrui de mordomias, e a existência da equipe que a auxilia não é ilegal. A ação, para a AGU, caracteriza-se como um “ataque desmedido” à figura de Janja.
Apesar de não ter cargo formal, Janja conta com um grupo de pelo menos 12 profissionais, incluindo assessores de imprensa, especialistas em redes sociais e até um militar. O custo mensal com esses funcionários é de aproximadamente R$ 160 mil. Além disso, suas viagens internacionais geraram gastos de cerca de R$ 1,2 milhão desde o início do governo. A AGU afirmou que não há dano aos cofres públicos, pois todos os servidores foram nomeados regularmente.
A manifestação da AGU também critica o vereador por, segundo o órgão, usar a ação para autopromoção, distorcendo a questão em uma disputa política. Kilter, por sua vez, considera as despesas de Janja como um abuso do dinheiro público, especialmente em tempos de inflação.