Agosto Lilás orienta mulheres sobre violência doméstica no Guanandi

A Secretaria Executiva da Mulher (Semu) promoveu nesta quarta-feira (19), no Cras Guanandi, em Campo Grande, uma palestra sobre violência doméstica e familiar contra as mulheres. A atividade integra a Campanha Agosto Lilás e foi conduzida pela psicóloga da Semu, Márcia Paulino, durante a reunião bimestral do Bolsa Família.

Para a secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, levar informação para dentro dos territórios é a principal estratégia de prevenção e enfrentamento à violência. “O Agosto Lilás é um mês de conscientização e mobilização, mas nosso trabalho é diário. Quando estamos dentro do Cras, perto das mulheres e de suas famílias, conseguimos quebrar o silêncio e mostrar que o poder público está aqui para acolher, proteger e garantir direitos. Nenhuma mulher deve se sentir sozinha”, destacou.

O encontro abordou a Campanha Agosto Lilás, a Lei Maria da Penha, os tipos de violência doméstica, o ciclo da violência e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para romper esse ciclo. Também foram esclarecidos os mecanismos de proteção previstos na legislação e os serviços disponíveis para quem precisa de ajuda.

Segundo Márcia Paulino, a informação é fundamental para fortalecer as mulheres e ajudá-las a reconhecer situações de violência e buscar apoio. “A informação é uma ferramenta importante para que as mulheres reconheçam situações de violência, saibam que não são culpadas pelo que estão vivendo e conheçam os serviços que podem ajudá-las. Romper um ciclo de violência pode ser difícil e cada mulher tem o seu tempo, mas ela não precisa passar por isso sozinha”, destacou.

Marcia Paulino, participou da orientação oferecida pela Semu (Foto: André Maganha)

A psicóloga explicou que a Lei Maria da Penha protege mulheres em situação de violência doméstica e familiar, independentemente do vínculo, incluindo namoradas, mães, filhas, irmãs e avós. A violência pode ser praticada por homens ou mulheres, inclusive em relacionamentos homoafetivos, e a proteção também alcança mulheres trans.

Durante a palestra, foram apresentadas as fases do ciclo da violência, que pode envolver o aumento da tensão, a agressão e um período de aparente calmaria e os riscos de sua repetição. Medo, dependência financeira, preocupação com os filhos, ameaças e falta de apoio estão entre as dificuldades que podem impedir a mulher de romper com a situação. Nesse contexto, Márcia também reforçou a importância da efetividade das Medidas Protetivas de Urgência.

Para Adriana de Lima Neves Aguilera, assistente social do Cras Guanandi, a abordagem do tema durante a reunião do Bolsa Família amplia o acesso à informação para famílias que podem estar vivenciando situações de violência.

“A gente procura, nessas reuniões, tratar assuntos relevantes dentro daquele mês. Neste caso, agosto é o Agosto Lilás, e estamos falando também dos 20 anos da Lei Maria da Penha. É um assunto de extrema importância, porque muitas mulheres podem estar sofrendo algum tipo de violência, assim como pessoas da família ou até mesmo alguém próximo. Mesmo quem não esteja passando por isso pode conhecer uma vizinha ou uma amiga que precise dessas informações”, explicou.

Quem deseja ajudar uma mulher em situação de violência deve evitar julgamentos, ouvir e acolher, afastar qualquer culpa da vítima e orientá-la a procurar ajuda, respeitando seu tempo para denunciar. Não há justificativa para a violência.

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas, todos os dias, oferecendo atendimento e orientação. O Ligue 180 recebe denúncias e presta orientações quando a violência não está acontecendo naquele momento. Em situações de agressão em andamento, podem ser acionados o 190, da Polícia Militar, e o 153, da Guarda Civil Metropolitana. A mulher também pode contar com a Patrulha Maria da Penha e, caso possua Medida Protetiva de Urgência, deve informar essa condição no momento da ligação.

A violência doméstica pode afetar a saúde física, mental, sexual e social das mulheres, além de impactar o desenvolvimento infantil. Por isso, ampliar a informação e fortalecer a rede de proteção são medidas essenciais para prevenir e enfrentar a violência.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

As Dez Mais

Quarta, 19 de agosto de 2026. Hoje é Dia Nacional da Aviação Agrícola. Faltam 7 dias para o aniversário de Campo Grande. Manchetes do Correio do Estado: -China...

Narcotraficantes ligados a “Macho” são presos na fronteira

Operação contra grupo de "Macho" termina com dois mortos no Paraguai A SENAD deflagrou a Operação Redenção contra integrantes de uma organização criminosa ligada a...

Reinaldo diz que eleitores querem mudanças no Brasil

O candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), número 222, avaliou como extremamente positivo o primeiro dia de campanha,...

Odilon Ribeiro dá início à campanha para deputado estadual com adesivaço em Aquidauana

O candidato a deputado estadual Odilon Ribeiro deu o pontapé inicial em sua campanha eleitoral com a realização de um grande adesivaço em sua...