Vídeos prometem respostas rápidas, mas diagnóstico exige avaliação médica
Esqueceu a chave, perdeu o celular ou deixou uma tarefa pela metade? Pronto! Nas redes sociais, já aparece alguém dizendo que você tem TDAH. Basta responder meia dúzia de perguntas na internet e pronto: virou especialista em si mesmo, sem consulta e sem receita. O psiquiatra Kleber Vargas, do Humap-UFMS, em Campo Grande, alerta que esses testes não são suficientes para diagnosticar o transtorno. Afinal, a internet pode até dar palpites, mas não substitui uma avaliação médica.
Desatenção tem várias causas e tratamento exige investigação
Ansiedade, depressão, estresse e noites mal dormidas também podem prejudicar a concentração. Ou seja, nem todo esquecimento é TDAH, assim como nem toda procrastinação se resolve com um rótulo encontrado nas redes. O diagnóstico considera sintomas presentes desde a infância, histórico de vida e prejuízos na rotina.
O tratamento pode incluir psicoterapia, orientação e medicamentos, conforme avaliação profissional. Na dúvida, menos autodiagnóstico de tela e mais consulta de verdade.
