Crime aconteceu em 2024; réu mudou a versão, mas terminou condenado pelo assassinato da namorada
A conta chegou. Edvan da Silva Rodrigues foi condenado a 30 anos e oito meses de prisão pelo feminicídio de Bruna dos Santos Maroto, espancada e esfaqueada em dezembro de 2024, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. A sentença foi anunciada na quarta-feira (21), após julgamento no Tribunal do Júri.
Da confissão à versão conveniente
Durante o julgamento, Edvan negou ter cometido o crime e alegou que Bruna já estava morta quando ele chegou ao local. Disse até que tentou salvá-la. A história, porém, contrasta com o interrogatório realizado na época, quando acabou confessando o assassinato.
Medida protetiva não impediu a tragédia
Bruna já havia registrado ocorrência contra o companheiro e possuía medida protetiva. Mesmo assim, o relacionamento foi retomado. Segundo a denúncia, Edvan acumulava registros de violência doméstica. Um histórico que acende o alerta sobre os riscos enfrentados por mulheres ameaçadas dentro de seus próprios relacionamentos.
Além da prisão em regime inicial fechado, o condenado deverá pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais à família da vítima. A sentença não devolve Bruna aos familiares, mas deixa um recado: violência contra a mulher não pode
