O Jornal Correio do Estado denuncia que a siderúrgica Simasul, instalada na área urbana de Aquidauana, opera um segundo alto-forno sem licença definitiva de operação. A empresa recebeu autorização provisória para testes, mas documentos apontam produção comercial em escala industrial. O Pantanal, que já enfrenta pressões ambientais, fica no centro da preocupação.
A autorização inicial previa 120 dias de comissionamento, posteriormente prorrogados por mais 120 dias. Segundo os dados levantados pelo jornal, a siderúrgica produziu mais de 10 mil toneladas de ferro-gusa em maio e outras 10,48 mil toneladas em junho, utilizando os dois fornos. A produção diária chegou a superar 580 toneladas, embora a licença vigente autorize apenas um equipamento.
Enquanto a indústria mantém suas atividades, moradores relatam fuligem e pó preto sobre casas e vegetação. O Imasul também constatou falhas no monitoramento obrigatório das emissões atmosféricas e aplicou multa de R$ 120 mil por irregularidades ambientais e construções não autorizadas. Na zona rural, a empresa recebeu outras três multas, que somam R$ 43 mil, por desmatamento de vegetação nativa, inclusive em áreas protegidas.
A Polícia Civil investiga possíveis danos ambientais e coletou amostras de água em cursos d’água da região, incluindo o Córrego João Dias, que deságua no Pantanal. O MPMS acompanha o caso. Procurados pelo Correio do Estado, a Simasul e o Imasul não responderam às solicitações de manifestação até a publicação da reportagem.
O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
