Fuzilamento de Nidal Hasan está previsto para 3 de dezembro, segundo as informações divulgadas
O plano dos Estados Unidos de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan provocou uma dura reação das Nações Unidas. Nesta sexta-feira (9), a organização classificou a proposta como “repugnante” e levantou preocupações sobre o respeito aos direitos humanos.
Durante uma coletiva de imprensa em Nova York, um porta-voz da ONU afirmou que exibir a morte de uma pessoa em tempo real pode representar uma violação da proibição internacional da tortura. Para a organização, transformar uma execução em espetáculo público ultrapassa limites fundamentais de dignidade humana.
Hasan deverá ser executado por um pelotão de fuzilamento em 3 de dezembro, conforme as informações divulgadas. Caso ocorra, será a primeira execução desse tipo pelas Forças Armadas norte-americanas desde 1945, segundo o relato apresentado.
O procedimento está previsto para uma base militar no Texas, local associado ao ataque a tiros cometido por Hasan em um centro médico. A possibilidade de transmitir o ato pela internet amplia a controvérsia e coloca Washington sob pressão internacional. Afinal, quando a execução vira atração diante das câmeras, a discussão deixa de ser apenas sobre a pena de morte e passa também pelo limite entre justiça e espetáculo.
