Desmatamento, queimadas e secas prolongadas já afetam o ciclo de chuvas em diferentes regiões da América do Sul
A Amazônia funciona como uma grande “máquina de chuva”. As árvores retiram água do solo e liberam vapor para a atmosfera, que é transportado pelos ventos e contribui para as chuvas em várias partes do continente. Segundo cientistas, uma árvore adulta pode liberar entre 200 e 300 litros de água por dia. Com bilhões de árvores atuando juntas, a floresta exerce papel fundamental no abastecimento de rios, plantações e cidades.
O avanço do desmatamento, das queimadas e de atividades como mineração tem prejudicado essa dinâmica. Pesquisas apontam redução das chuvas e aumento das temperaturas em áreas do chamado arco do desmatamento. A seca severa de 2024 agravou o cenário e deixou rios em níveis críticos, além de favorecer incêndios. Cientistas alertam que novas secas intensas podem aumentar a mortalidade das árvores e reduzir a capacidade da floresta de absorver carbono.
Para os pesquisadores, restaurar áreas degradadas e conter o desmatamento são medidas essenciais para preservar o ciclo de chuvas. A perda da conectividade da Amazônia pode provocar impactos ambientais e climáticos em toda a América do Sul.
