Projeto Água Vida plantou 50 mudas na Fazenda Caiman e também realizou ação no território kadiwéu
Entre os dias 24 e 28 de agosto, o fotógrafo e ambientalista Mario Barila, fundador do projeto Água Vida, esteve no Pantanal para ampliar uma ação de recuperação ambiental iniciada em Bonito, em 2025. Na Fazenda Caiman, foram entregues 50 mudas para a formação de um novo bosque próximo à base de pesquisas do Instituto Arara Azul. A iniciativa teve parceria do Instituto Arara Azul, Zoo de Zurich, Fazenda Caiman e Águas Guariroba.
Entre as espécies plantadas está o manduvi, árvore essencial para a arara-azul por oferecer cavidades utilizadas na construção dos ninhos. A recuperação dessas árvores é importante diante dos impactos provocados por queimadas, desmatamento e outras alterações ambientais. Além do manduvi, foram incluídas espécies que produzem frutos importantes para a alimentação das aves, como acuri e bocaiuva.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, a conservação da arara-azul depende também da recuperação do habitat onde a espécie encontra alimento e locais para reprodução. A ação também chegou à Aldeia Tomázia, no território indígena kadiwéu, onde foram plantados manduvis e árvores frutíferas pantaneiras. Nesse local, as espécies poderão contribuir tanto para a recuperação ambiental quanto para o aproveitamento pela própria comunidade.
O trabalho integra o projeto Água Vida, criado em 2014, que utiliza a fotografia como instrumento de educação ambiental e apoio a ações socioambientais. A iniciativa pretende ampliar a recuperação de áreas importantes para a fauna e preservar as condições necessárias para a sobrevivência da arara-azul.
