Suco mantém liderança brasileira no mercado internacional, mas fruta in natura perde espaço para concorrentes como o Egito
O Brasil é líder mundial na produção e exportação de suco de laranja, mas perdeu espaço no comércio internacional da fruta fresca. Atualmente, o país chega a importar laranjas, principalmente do Egito.
Cerca de 70% da produção brasileira é destinada à indústria de sucos, enquanto apenas 30% abastece o mercado de frutas frescas. A estratégia consolidou o país como potência no setor de sucos, mas reduziu sua participação na exportação da fruta.
Ao mesmo tempo, consumidores estrangeiros passaram a buscar laranjas mais doces, sem sementes, fáceis de descascar e com aparência uniforme. O Egito aproveitou esse mercado e ampliou suas exportações com custos menores e novos acordos comerciais.
Em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de laranja de mesa. Para 2026, a previsão é de apenas 140 mil caixas, enquanto as importações podem chegar a 1,3 milhão de caixas, principalmente do Egito.
