Pesquisa da UNESP detalhou o genoma da pirapitinga e pode contribuir para avanços na criação da espécie
A pirapitinga, também conhecida como caranha ou pacu-negro, é um peixe de água doce nativo da Bacia Amazônica que ganhou espaço na aquicultura chinesa. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em parceria com cientistas da China, mapearam pela primeira vez o genoma completo da espécie em nível cromossômico.
O estudo foi publicado em julho de 2026 na revista Scientific Data e apresentou 99,8% de completude no índice BUSCO, indicador utilizado para avaliar a qualidade de dados genômicos. O resultado oferece uma base científica para novas pesquisas sobre a espécie.
Segundo dados da FAO, a China produziu mais de 55 milhões de toneladas de organismos aquáticos por meio da aquicultura em 2023. No mesmo período, o Brasil registrou 792 mil toneladas, equivalente a cerca de 1,44% da produção chinesa.
A pesquisa pode ajudar no desenvolvimento de estratégias de melhoramento genético, aumento da produtividade e maior eficiência na criação da pirapitinga. A espécie brasileira, portanto, ganha relevância não apenas como recurso amazônico, mas também no mercado internacional de aquicultura.
