Seca e custos elevados de alimentação pressionam pecuaristas
O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para 86,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro, o menor nível desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A redução de 0,4% em relação ao ano anterior ocorreu após uma seca prolongada afetar pastagens e elevar os custos de alimentação, levando pecuaristas a enviar mais animais para abate e reduzir a reposição. Especialistas alertam que os preços da carne bovina devem permanecer elevados por pelo menos dois anos, já que é o tempo necessário para criar gado pronto para o mercado.
Os preços de varejo da carne moída atingiram US$ 6,69 por libra em dezembro, 19% acima do ano anterior, pressionando a confiança do consumidor ao menor nível em mais de 11 anos. O número de vacas de corte caiu 1% para 27,6 milhões, o menor desde 1961, enquanto vacas leiteiras também têm sido abatidas para produção de carne. A Tyson Foods anunciou fechamento de uma fábrica em Nebraska e redução de operações no Texas, refletindo ajustes na oferta. A continuidade da seca e o alto custo do gado mantêm o cenário de oferta restrita, limitando o alívio nos preços.
Analistas afirmam que sem reconstrução significativa do rebanho, a carne continuará cara nos próximos anos. Políticas prometidas para reduzir os preços ainda não surtiram efeito, mantendo consumidores e pecuaristas sob pressão. A situação reforça a vulnerabilidade do setor frente a fatores climáticos e econômicos, destacando a interdependência entre produção, mercado e política.
