Pesquisa revela impacto da agricultura no Tietê
Pesquisadores da Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com quatro universidades, identificaram traços de 25 agrotóxicos ao longo do Rio Tietê e de seus afluentes, com parte das substâncias em concentrações acima dos limites estabelecidos pela legislação brasileira. O estudo analisou amostras coletadas em 14 pontos entre Salesópolis e Itapura e revelou que os investimentos em despoluição ainda não foram suficientes para conter diferentes fontes de contaminação.
Segundo os pesquisadores, os resíduos têm origem principalmente no uso de defensivos agrícolas em lavouras de cana-de-açúcar e soja, além de herbicidas utilizados em áreas urbanas. A atrazina foi a substância que mais preocupou os especialistas, chegando a registrar níveis até 25 vezes superiores ao permitido.
A pesquisa também aponta que a ausência de curvas de nível, a redução da mata ciliar e o uso de pulverização por drones e aviões favorecem o transporte dos produtos até o rio, mantendo a presença constante de agrotóxicos desde o Alto Tietê até sua foz.
