Fraude no tapa-buraco gera condenação milionária em Campo Grande
A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte, três ex-secretários, dois servidores e dois empresários por improbidade administrativa relacionada a contratos de tapa-buraco. A decisão é do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos.
Segundo a sentença, o esquema envolvia direcionamento de licitações, cláusulas restritivas, sobrepreço e execução irregular dos serviços. A decisão também aponta que medições foram aprovadas mesmo diante de problemas na realização das obras, permitindo pagamentos às empresas contratadas.
Olarte foi condenado à suspensão dos direitos políticos por oito anos, além de multa de R$ 300 mil e proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período. Os ex-secretários João Antônio de Marco, Semy Ferraz e Valtemir Alves de Brito também perderam funções públicas e receberam penas de suspensão dos direitos políticos e multas.
Os servidores Sylvio Darilson Cesco e João Parron Maria e os empresários Luciano Potrich Dolzan e Lucas Potrich Dolzan também foram condenados. Os oito réus responderão solidariamente pelos danos materiais causados ao município, cujo valor ainda será calculado na fase de liquidação da sentença.
Cabe recurso da decisão.
