As autoridades venezuelanas anunciaram a libertação de 18 prisioneiros da oposição após uma incursão militar dos Estados Unidos no país há cerca de uma semana, que resultou na prisão do ex‑presidente Nicolás Maduro por forças norte‑americanas e na sua transferência para Nova York para responder a acusações nos EUA. A informação sobre a libertação foi divulgada por grupos de direitos humanos no sábado (10), e embora o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, tenha confirmado o anúncio na quinta‑feira anterior, ele não detalhou quem são os libertados ou as condições da soltura.
Entre os detidos libertados estão cidadãos de outros países, incluindo cinco espanhóis, conforme confirmado pelo governo da Espanha no mesmo dia. Organizações como a ONG Foro Penal estimam que ainda existam centenas de presos políticos na Venezuela, simbolizando uma das principais demandas da oposição e de organizações internacionais por reformas e liberdades civis no país após anos de repressão política.
A libertação é vista por alguns analistas como um gesto de paz no contexto da transição política venezuelana após a intervenção e a captura de Maduro, enquanto os processos de liberdade continuam em andamento.
