Mãe técnica e filha atleta se dividem entre broncas e afagos em busca de sucesso no basquete dos Jogos da Juventude

Michele e Milena Mendonça chamam a atenção com a camisa do Mato Grosso do Sul e retratam dilemas comuns às famílias brasileiras, nas quadras de João Pessoa

Receber broncas da mãe está bem longe de ser um dos programas preferidos de adolescentes espalhados por todo Brasil. Porém, na maioria das vezes, passado o ranço, os filhos percebem que ela tinha razão. E tal percepção pode ser ainda mais imediata quando a genitora é técnica da própria filha em um jogo de basquete, como ocorre com Michele e Milena Mendonça, respectivamente, treinadora e ala-armadora do Mato Grosso do Sul nos Jogos da Juventude CAIXA João Pessoa 2024.

“É complicado separar, sabia? Mas a gente tenta levar. Às vezes, ela aceita as broncas numa boa, em outras vezes, ela não aceita. Mas também tento dar carinho de mãe quando possível. Vamos para casa e não tem como escapar da mãe e da técnica, porque estamos 24h juntas”, comentou Michele.

“Eu tento enxergar ela apenas como técnica durante os jogos, mas acontece de eu olhar para o banco e ver minha mãe. Tento escutar, fazer o que ela diz e melhorar. Somos todas amigas no time, e elas evitam criticar a técnica na minha frente. Mas já aconteceu de falaram algo e lembrarem, no meio, que ela é minha mãe e pedirem desculpa”, emendou a garota de 14 anos.

As puxadas de orelha da mãe na filha deram certo, e, com a camisa 9 como um dos destaques, a equipe sul-matogrossense venceu Pernambuco por 53 a 50, nesta segunda-feira (18), no Ginásio do Sesc, na rodada de abertura do basquete nos Jogos que são organizados anualmente pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e reúnem atletas de até 17 anos dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.

“Poder ver minha filha em quadra brilhando e sendo treinada por mim é uma realização de um sonho de uma vida. Nós estamos construindo juntas uma história linda no basquete. Eu também fui atleta e representei o Mato Grosso do Sul”, comemora a comandante.

Milena confessa que não gostava de basquete no início, a despeito dele nortear a vida da mãe. Porém, assim como acontece em diversas transmissões de legado familiar, a jovem passou a praticar a modalidade com mais afinco e se apaixonou:

“Eu não queria de jeito nenhum jogar basquete, mas ela me obrigava a fazer, porque dizia que seria ótimo para mim. Depois eu gostei muito, vi que ela estava certa, passei a amar o basquete e quero ir longe na carreira como atleta”, finalizou ela.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Homem morto na Cachoeira do Inferninho tinha registro policial

Edevaldo Alves de Mello, de 39 anos, foi localizado por militares durante uma trilha na região O corpo encontrado na Cachoeira do Inferninho é de...

Pediatras alertam para riscos de canetas emagrecedoras em crianças

Entidade também critica o uso desses medicamentos por razões exclusivamente estéticas A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou alerta sobre o uso sem indicação e...

Consórcio Guaicurus é investigado por venda de garagem e falta de reinvestimento

Investigação apura divergências nos valores da venda de imóvel da concessionária em Campo Grande. O Consórcio Guaicurus é alvo de investigação após a venda, em...

Aniversário de Nova Alvorada do Sul terá programação especial em outubro

Nova Alvorada do Sul se prepara para celebrar seu aniversário com uma grande programação especial no mês de outubro. A expectativa é de muita...