Justiça alerta para sanções em caso de movimentação financeira irregular
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 46 milhões das empresas que integram o Consórcio Guaicurus após o decreto de intervenção no transporte coletivo de Campo Grande. A decisão atende a pedido da Prefeitura, que alegou risco de ocultação de valores e dificuldades no acesso às contas do consórcio. O juiz responsável estabeleceu que os recursos ficarão à disposição da equipe interventora nomeada pelo Executivo municipal.
Segundo a decisão, os valores deverão ser aplicados exclusivamente na manutenção dos serviços de transporte público. A medida ocorre após a prefeita Adriane Lopes decretar intervenção e nomear gestores temporários para o sistema. A Justiça também advertiu os antigos diretores sobre possíveis sanções em caso de movimentação financeira após a ordem judicial. A equipe interventora passa a ter acesso integral às informações administrativas, financeiras e operacionais do consórcio.
O decreto prevê atuação por até 180 dias com possibilidade de auditoria e revisão da gestão. Ao fim do período, relatórios técnicos serão apresentados à Prefeitura com recomendações sobre o contrato. A decisão final poderá incluir a continuidade da concessão, a aplicação de sanções ou até a sua extinção.
