Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Lula (PT) também cumpra uma série de exigências.
Condições incluem familiares e aliados
Durante agenda em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, o senador exigiu a divulgação de informações do Instituto Lula, dos cartões corporativos do presidente e da primeira-dama Janja, além dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Flávio também pediu acesso a informações financeiras e telefônicas dos filhos de Lula, de empresas ligadas a eles e de outras pessoas próximas ao petista, com dados desde 2003.
Autorizações chegam ao TSE
Na terça-feira (20), Lula apresentou documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a abertura de seus sigilos e dos familiares, incluindo Janja e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Flávio, por sua vez, autorizou a divulgação de seus dados dos últimos 20 anos, incluindo informações de familiares citados por Lula e de quatro empresas das quais participa. Ele também declarou não se opor à divulgação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O senador ainda solicitou registros de reuniões entre Lula e Vorcaro, visitas do banqueiro a prédios oficiais e informações sobre outras pessoas ligadas ao governo. O embate sobre transparência deve voltar ao centro da disputa no debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23).
