sexta-feira, 6/03/2026

Entenda o impacto das queimadas para o agronegócio no MS

E quais são as perspectivas para o futuro.

Os últimos meses foram marcados por um aumento significativo nos casos de queimadas no estado de Mato Grosso do Sul, causando um impacto devastador no agronegócio local. As chamas, alimentadas por condições climáticas extremas e práticas agrícolas inadequadas, destruíram vastas áreas de cultivo, comprometeram a qualidade do solo e do ar e causaram prejuízos financeiros incalculáveis aos produtores rurais.


Danieli Nunes, coordenadora do curso de Agronomia da Faculdade Anhanguera, alerta para as graves consequências das queimadas para o setor: “As queimadas não apenas destroem a vegetação, mas também liberam grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera, contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas. Além disso, a fumaça gerada pelas queimadas pode contaminar os alimentos e causar problemas respiratórios na população”, analisa.

A especialista elencou alguns impactos imediatos e a longo prazo:


Perda de produtividade: a destruição das lavouras resulta em perdas significativas na produção de grãos, fibras e outros produtos agrícolas, afetando diretamente a renda dos produtores e a segurança alimentar.


Degradação do solo: o fogo elimina os microrganismos responsáveis pela transformação, decomposição da matéria orgânica e pela ciclagem de nutrientes no solo, diminuindo a atividade biológica causando risco de erosão, a recuperação do solo pode levar anos.


Contaminação de recursos hídricos: as cinzas e outros resíduos das queimadas podem contaminar rios e lagos, comprometendo a qualidade da água para consumo humano e animal.


Aumento dos custos de produção: os produtores afetados pelas queimadas precisam investir em novas sementes, fertilizantes e outros insumos para recuperar suas áreas de cultivo, aumentando os custos de produção.


Dificuldades para comercialização: os produtos agrícolas provenientes de áreas afetadas pelas queimadas podem enfrentar dificuldades para serem comercializados, devido à preocupação dos consumidores com a qualidade e a segurança dos alimentos.


Segundo Nunes, para reverter esse cenário e garantir a sustentabilidade do agronegócio sul-mato-grossense, é fundamental adotar práticas agrícolas mais sustentáveis, como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de sistemas de produção integrados. Além disso, é preciso investir em tecnologias que permitam um monitoramento mais eficiente das áreas de risco e um combate mais eficaz às queimadas.


“É preciso que produtores, governo, sociedade civil e empresas trabalhem em conjunto para encontrar soluções duradouras para o problema das queimadas. A adoção de práticas sustentáveis não apenas protege o meio ambiente, mas também garante a competitividade e a rentabilidade do agronegócio a longo prazo”, conclui a docente.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Golpe de falso valet resulta em furto de carro de luxo

Cliente teve Porsche levado enquanto jantava; estabelecimento presta apoio Estacionar em bairros considerados badalados de São Paulo é um desafio, e serviços de manobristas se...

PF prende delegado de SP por corrupção e lavagem de dinheiro

Operação Bazaar cumpre 25 mandados e investiga pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos O delegado da Polícia Civil de São Paulo, João Eduardo da...

Presença de estudantes na Alems fortalece cidadania, afirma Gerson

Presidente afirma que aproximação com escolas fortalece a consciência cidadã A ALEMS terá mais uma semana marcada pela presença de estudantes no Palácio Guaicurus, em...

Atenção e cuidado evitam riscos: anel preso mobiliza Bombeiros

Especialistas recomendam buscar atendimento para evitar lesões Na manhã desta sexta-feira (27), uma adolescente de 15 anos procurou o quartel do 3º Grupamento de Bombeiros...