Chuva demais no Sul e água de menos na Bahia complicam a vida de quem planta
O El Niño resolveu mostrar que, na agricultura, nem São Pedro parece trabalhar com agenda organizada. No Rio Grande do Sul, chove além da conta; na Bahia, falta água e sobra preocupação. Para os produtores de cenoura, o clima virou um adversário que não avisa quando vai atacar.
Segundo levantamento do Cepea, publicado pela Hortifruti Brasil, o excesso de chuva no território gaúcho atrasou em cerca de um mês o plantio de inverno. A umidade também ameaça a qualidade das raízes, porque, pelo visto, até a cenoura está pagando a conta dessa confusão meteorológica.
Minas Gerais e Goiás escapam por enquanto, mas alerta continua
Na Bahia, especialmente em Irecê, a restrição hídrica exige atenção redobrada à irrigação. É aquela velha ironia do campo: enquanto uns produtores tentam se livrar da água demais, outros precisam correr atrás dela para não ver a lavoura sofrer.
Em Minas Gerais e Goiás, as lavouras de inverno seguem sem impactos significativos, embora haja registro de doenças em algumas áreas mineiras. Com o El Niño mexendo no calendário agrícola, resta acompanhar o céu e cuidar da plantação, porque a cenoura pode até crescer debaixo da terra, mas os problemas climáticos aparecem na superfície.
