Mercado de trabalho comemora recorde, enquanto o custo de vida continua sem dar trégua
O desemprego caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice para o período desde 2012. A notícia é boa, e até merece comemoração, afinal, mais brasileiros estão trabalhando. Os dados do IBGE mostram que o país tem 103,6 milhões de pessoas ocupadas. Pelo visto, a carteira de trabalho está mais movimentada do que muita promessa de campanha.
Mais empregos, mas o dinheiro continua contado
A população desocupada caiu para 5,6 milhões de pessoas, enquanto o rendimento médio chegou a R$ 3.790. O salário cresceu 3,6% em um ano, mas o trabalhador sabe que aumento no contracheque não significa necessariamente dinheiro sobrando no bolso.
Outro detalhe é a informalidade, que atingiu 37,5% dos ocupados, aproximadamente 38,8 milhões de brasileiros. Ou seja, milhões trabalham sem a segurança de um emprego formal.
No fim das contas, o mercado de trabalho tem motivos para comemorar, mas o trabalhador ainda enfrenta a velha batalha: pagar aluguel, supermercado, contas e chegar ao fim do mês sem precisar fazer malabarismo financeiro. Emprego é fundamental, mas viver com dignidade exige mais do que estatística bonita.

