De advogada a candidata: Bárbara Resende aposta em preparo e entrega para chegar à Assembleia Legislativa

Aos 29 anos, Bárbara Gonçalez Resende não é uma estreante na vida pública. Advogada formada pela Universidade Federal da Grande Dourados, ela passou os últimos anos longe dos holofotes, mas próxima de quem mais precisa. Como Secretária-Geral da Comissão do Terceiro Setor da OAB/MS, articulou mais de R$ 2,4 milhões em doações para instituições em todo o Mato Grosso do Sul. Sem mandato, sem cargo público. “Eu não esperei ter um mandato para começar a trabalhar.

O passado importa. Na hora de escolher quem vai representar você, a história de cada um conta”, diz ela. Nascida e criada em Dourados, Bárbara cresceu dentro de uma família com tradição no serviço público. Filha do médico e deputado federal Dr. Geraldo Resende, aprendeu cedo que política de verdade é entrega. “Eu cansei de ver meu pai acordar às quatro da manhã na pandemia, ligando para hospital por hospital para saber se o recurso tinha chegado na ponta.”

Mas foi pelo próprio caminho que ela chegou à candidatura. Além do trabalho no terceiro setor, Bárbara redigiu três projetos de lei que hoje tramitam no Congresso Nacional. O primeiro, o PL 5545/2023, conhecido como Lei Ana Clara Benevides, obriga eventos de grande porte a oferecer água potável gratuitamente e foi apresentado em resposta à morte da jovem de 23 anos em um show em 2023.

O segundo, o PL 652/2024, aumenta a pena para quem transmite conscientemente doença incurável ao parceiro. O terceiro, o PL 4.794/2026, batizado de Lei Khetilly Nicole, prevê aumento de pena para crimes contra pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Candidata a Deputada Estadual pelo União Brasil, número 44111, Bárbara disputa uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Das atuais vagas, apenas três são ocupadas por mulheres. “Como um estado que quer avançar pode ter metade da população tão sub-representada? As pautas das mulheres, das famílias, da saúde e da educação precisam de quem as viva na pele para defendê-las.” Suas sete bandeiras são Juventude, Mulheres, Terceiro Setor, Segurança Pública, Saúde, Educação e Empreendedorismo. Entre as propostas mais destacadas estão o Auxílio Maria da Penha, que garantiria apoio financeiro temporário a mulheres vítimas de violência para que possam sair de situações de dependência econômica, e a regionalização da saúde, para levar especialistas ao interior sem que o paciente precise percorrer centenas de quilômetros até a capital.

Na segurança pública, Bárbara defende assistência jurídica para policiais em ocorrências de serviço e atendimento psicológico sigiloso para os profissionais das forças estaduais. “Em MS, um policial morre mais por suicídio do que em confronto. Quem cuida da nossa segurança precisa de quem cuide deles.”

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