Especialistas defendem redução de velocidade e medidas de proteção para evitar novas tragédias ambientais
Os atropelamentos de animais silvestres em Mato Grosso do Sul representam um grave problema ambiental e de segurança nas rodovias que cortam áreas de preservação e o Pantanal. Trechos como a BR-262 e a MS-040 estão entre os pontos com maior registro de colisões envolvendo a fauna.
Estudos apontam que milhares de animais morrem todos os anos nas estradas do Estado, incluindo espécies ameaçadas como a onça-pintada, a anta e o tamanduá-bandeira. Além do impacto na biodiversidade, acidentes envolvendo animais de grande porte podem provocar capotamentos e colocar vidas humanas em risco.
Projetos de monitoramento, como o Bandeiras e Rodovias, e ações de instituições ambientais buscam identificar áreas críticas e propor soluções, como cercas de proteção, passagens de fauna e sinalização adequada. Órgãos públicos também cobram medidas para reduzir os índices de atropelamentos.
Especialistas orientam motoristas a diminuir a velocidade, principalmente durante a noite, quando ocorre a maior parte das colisões, além de respeitar placas de travessia de animais. A atenção nas rodovias é fundamental para preservar a vida dos animais e evitar acidentes.
