FAC usa chá-mate em enfeites natalinos 

O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) intensificou a produção e a restauração de peças decorativas para o Natal de 2026, utilizando técnicas de sustentabilidade e reaproveitamento de materiais. Desde o mês de agosto, uma equipe formada por quatro voluntárias e duas funcionárias trabalha em uma oficina artesanal que transforma itens recicláveis e erva de chá-mate em elementos que integrarão a ornamentação natalina da Capital. 

Um dos principais destaques do projeto é a utilização da erva de chá-mate recolhida após o consumo humano. Após passar por processo de coleta e secagem, o resíduo orgânico é aplicado na cobertura de casinhas ornamentais de Natal, gerando um efeito estético rústico semelhante ao sapé. A iniciativa aproveita também peças de edições anteriores, que passam por restauração para serem reaproveitadas nos cenários natalinos. 

O presidente do FAC, Adir Diniz, destaca que a proposta une a conscientização ambiental à participação comunitária. “Estamos preparando uma decoração de Natal que vai muito além da beleza. Cada peça carrega criatividade, dedicação e o compromisso de dar uma nova oportunidade a materiais que seriam descartados. Queremos levar às famílias campo-grandenses não apenas o encanto do Natal, mas também uma mensagem de sustentabilidade e de valorização do trabalho coletivo”, destaca. 

A ideia de utilizar a erva de chá-mate surgiu no próprio setor de produção do órgão. A colaboradora do FAC, Ivonete Duarte, explica o processo de desenvolvimento da técnica. “A gente começou a pensar em como aproveitar algo que normalmente vai para o lixo e descobriu que a erva do chá-mate, depois de recolhida e bem seca, pode dar um efeito muito bonito no telhado das casinhas. Ela lembra o sapé e ajuda a criar um visual mais rústico, com aquele charme de casinha natalina”, explica. 

A frente do setor de habilidades manuais da instituição, Maria do Carmo Teixeira de Moura, reforça que a iniciativa promove a redução de resíduos e o consumo consciente na administração pública. “Cada material que chega até nós é uma oportunidade de criar. O jeans, o papelão, o plástico e até a erva do chá-mate podem ganhar novas formas quando trabalhamos com imaginação e dedicação. Também temos o cuidado de recuperar enfeites de outros anos, valorizando o que já existe e evitando desperdícios”, afirma Maria do Carmo. 

A confecção das peças segue em andamento na sede do FAC para que a ornamentação completa seja instalada nos pontos públicos de Campo Grande no final do ano, promovendo a educação ambiental por meio da arte popular. 

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