Monitoramento e controle biológico entram na estratégia para tentar impedir que o inseto transforme o pasto e o canavial em banquete
As cigarrinhas estão ganhando espaço em áreas de cana-de-açúcar e pastagens e já colocam produtores em alerta. Pequenas no tamanho, mas capazes de causar grandes estragos, as pragas atacam as plantas e podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade da produção.
Na cana, a cigarrinha-das-raízes pode atingir os colmos e provocar alterações que chegam a afetar o teor de açúcar e as fibras utilizadas pela indústria. Nas pastagens, o ataque reduz a qualidade das forrageiras e pode acelerar a degradação das áreas destinadas à alimentação do gado.
Para evitar que o problema cresça, o monitoramento constante das propriedades é considerado fundamental. A identificação rápida da infestação permite ao produtor adotar medidas de controle antes que os insetos se multipliquem e ampliem os prejuízos. Afinal, no campo, deixar a cigarrinha fazer hora extra pode sair caro.
Entre as alternativas está o controle biológico com o fungo Metarhizium anisopliae, que infecta o inseto e pode provocar sua morte. A estratégia vem sendo utilizada e pesquisada para diferentes sistemas produtivos, incluindo canaviais e pastagens, como ferramenta complementar no manejo das pragas.
