Apuração aponta superfaturamento, contratos direcionados e movimentações financeiras para retirar recursos públicos de sua finalidade
O MPMS deflagrou nesta quarta-feira (7) a segunda fase da Operação Dirty Pix, com três mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. As ações ocorrem em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. A investigação mira um suposto esquema envolvendo recursos públicos destinados à saúde.
Segundo o MPMS, os valores eram vinculados a convênios para compra de equipamentos hospitalares, materiais, UTI móvel e obras no Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram suspeitas de superfaturamento, informações fraudulentas em planos de trabalho e direcionamento de contratos para empresas previamente alinhadas ao grupo investigado.
Os recursos, que ultrapassam R$ 18 milhões, teriam sido desviados de suas finalidades. Ainda conforme o MPMS, parte do dinheiro teria circulado por diversas contas, com repasses a agentes políticos, intermediários e pessoas usadas para ocultar a movimentação financeira. A investigação também aponta suspeita de tentativa de atrapalhar o trabalho das autoridades.
A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
