Perícias ainda vão determinar as causas do desabamento que matou dois trabalhadores e feriu outros dois
Os trabalhadores Joel Oliveira da Silva (41), e Willian Douglas Souza Cabral, de 39, mortos no desabamento da obra de uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior, em Campo Grande, estavam sem registro em carteira. A informação foi confirmada pelo MPT, que investiga as condições do local.
Além da falta de registro, o MPT constatou que as vítimas não passaram pelo processo de integração antes de iniciar as atividades. O procedimento deveria apresentar aos trabalhadores as funções que seriam exercidas e os riscos existentes no ambiente da obra. O acidente ocorreu no dia 4 de setembro, na Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho.
A estrutura pré-moldada desabou e atingiu quatro trabalhadores de uma empresa terceirizada, a HB Pré-Fabricados, de Sidrolândia. Dois morreram e outros dois ficaram feridos. Segundo o procurador do Trabalho Paulo Douglas de Moraes, ainda não é possível afirmar que as irregularidades provocaram diretamente as mortes.
A dinâmica do acidente continua sendo analisada por perícias, que deverão verificar também a qualidade da estrutura, as condições de segurança e a possível influência de rajadas de vento.
O MPT também vai avaliar se os equipamentos de proteção individual utilizados eram adequados aos riscos da atividade. A Polícia Civil, a fiscalização do trabalho e o próprio MPT investigam o caso. Os resultados deverão ajudar a definir eventuais responsabilidades e possíveis indenizações às famílias das vítimas.
