Drones ajudam a acompanhar primatas no corredor do Rio Sucuriú
Tecnologia e observação em campo ajudam a avaliar a conectividade da vegetação e orientar medidas de conservação.
No corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, pesquisadores acompanham grupos de bugios e macacos-prego para entender como os animais utilizam a paisagem. O trabalho faz parte do projeto Sucuriú, da Arauco, e busca reunir informações sobre deslocamentos, comportamento e conservação das espécies.
Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área, sendo seis de bugios e três de macacos-prego. Entre eles está a família formada pelos bugios Baru, Pequi e o filhote Bacuri, que nasceu durante o período de monitoramento e continua sendo registrado pelas equipes nas campanhas de campo.
O acompanhamento combina observação direta, câmeras-trap e drones equipados com sensores termais. Em cerca de 24 horas de voos, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos, enquanto aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo resultaram na identificação de dois grupos.
O monitoramento também registra outras espécies, como anta, tatu-canastra, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Os dados serão usados para avaliar os impactos das futuras obras na região e orientar medidas de mitigação, incluindo duas passagens superiores de fauna, previstas para 2027. Ao todo, estão programadas 20 campanhas durante cinco anos.
