Prefeita cita problemas de gestão e cobra ônibus novos, ar-condicionado e reforma de terminais
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou nesta terça-feira (8) que poderá impedir a venda do Consórcio Guaicurus ao grupo HP Mobilidade. Segundo ela, o negócio ainda depende da análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A decisão da autarquia federal é necessária antes de o processo chegar à Prefeitura. Caso a operação seja aprovada, o município deverá avaliar a transferência da concessão do transporte coletivo da Capital.
Adriane afirmou que só dará aval à nova empresa se houver melhorias imediatas para os passageiros. Entre as exigências estão ônibus mais novos, veículos com ar-condicionado e reformas nos terminais do sistema.
A prefeita também citou problemas acumulados ao longo dos anos e afirmou que a intervenção no consórcio investiga possíveis irregularidades. Entre os pontos apurados estão suspeitas de fraude fiscal, omissões contábeis e possíveis desvios de recursos. A intervenção foi decretada em 16 de junho, com prazo de 180 dias, e criou uma junta responsável por avaliar a situação do contrato. A intenção de venda para a HP Mobilidade, empresa de Goiás, foi anunciada em 21 de julho.
O processo no Cade pode levar cerca de 60 dias. Somente depois dessa análise a Prefeitura deverá se posicionar oficialmente sobre a venda e o futuro da concessão do transporte coletivo de Campo Grande.
