Data cívica resgata memória de movimento que mudou a política paulista

O feriado de 9 de julho em São Paulo relembra a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado contra o governo provisório de Getúlio Vargas. A mobilização ocorreu em meio à crise política após a Revolução de 1930, que retirou as elites paulistas do comando nacional.
O conflito começou oficialmente em 9 de julho de 1932, após meses de tensão envolvendo interventores nomeados por Vargas e grupos políticos do estado. A morte de jovens durante manifestações em maio daquele ano fortaleceu a mobilização, representada pela sigla M.M.D.C.
Apesar da derrota militar após cerca de três meses de combates, o movimento ganhou importância simbólica ao longo das décadas. A narrativa de defesa da Constituição ajudou a transformar a data em um dos principais símbolos da identidade paulista.
Criado como feriado estadual em 1997, durante o governo Mário Covas, o 9 de julho continua sendo marcado por cerimônias e debates históricos. Pesquisadores destacam que a data envolve diferentes interpretações sobre democracia, poder político e memória regional.
