Ciência aplicada fortalece permanência de jovens no meio rural
A tecnologia no campo tem avançado para além da mecanização tradicional e vem aproximando jovens da ciência em assentamentos de Mato Grosso do Sul, onde projetos de inovação rural buscam integrar conhecimento acadêmico e produção agrícola. No Assentamento Nova Itamarati, em Ponta Porã, filhos de agricultores familiares participam de atividades que envolvem inteligência artificial, biotecnologia e soluções para desafios do cotidiano rural. A iniciativa é conduzida por pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados em parceria com o Governo do Estado, dentro de um hub de educação e inovação.
Segundo a coordenação do projeto, o trabalho começou a partir da escuta das comunidades locais para identificar demandas reais antes da definição das ações científicas. A proposta envolve transformar o espaço rural em ambiente de experimentação tecnológica, aproximando ciência e agricultura familiar de forma prática. A estratégia também inclui o incentivo a startups de base científica e o uso de pesquisas aplicadas em áreas como bioinsumos, genética e agricultura de precisão.
Além da inovação produtiva, o projeto busca enfrentar o êxodo de jovens do campo, fortalecendo vínculos com o território por meio da educação e da pesquisa. Com cerca de 60 colaboradores, a iniciativa pretende se consolidar como vitrine tecnológica da agricultura familiar e ampliar a integração entre universidades e setor produtivo. O movimento reflete uma mudança estrutural no agronegócio sul-mato-grossense, que passa a incorporar ciência como motor de desenvolvimento econômico e social.
