Gaeco aponta fraudes milionárias e esquema de propina em Terenos
A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido da defesa do prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke, para desbloquear cerca de R$ 10 milhões em bens ligados à investigação da Operação Spotless. O caso foi analisado pela Seção Especial Criminal do TJMS, que acompanhou o entendimento do desembargador Jairo Roberto de Quadros e manteve a indisponibilidade total dos patrimônios dos investigados. A defesa alegou que o bloqueio deveria priorizar imóveis antes de atingir contas bancárias, conforme o Código de Processo Penal, mas os magistrados entenderam que o processo segue o Decreto-Lei 3.240/1941, aplicado em casos de prejuízo aos cofres públicos.
O vereador afastado Arnaldo Glaglau também teve pedido semelhante negado. Segundo o Gaeco, o esquema fraudava licitações, direcionava contratos e pagava propina a agentes públicos, causando prejuízo superior a R$ 15 milhões. O Ministério Público denunciou Budke e outros 25 investigados, que se tornaram réus por suposta participação na organização criminosa instalada na Prefeitura de Terenos.
