Impasse entre cessar-fogo e desarmamento do Hezbollah trava avanço diplomático
O cenário no Oriente Médio atingiu um novo nível de tensão em abril de 2026, após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu orientar seu gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano, mesmo com a continuidade de ofensivas militares contra o Hezbollah. Na quarta-feira (8), ataques em Beirute deixaram mais de 300 mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês, configurando uma das ações mais intensas do conflito recente. Nas últimas 24 horas, o número de feridos ultrapassou 1.150, agravando a crise humanitária.
Desde o início de março, o saldo chega a cerca de 1.888 mortos e mais de 6 mil feridos. Apesar da sinalização de diálogo, Israel afirmou que seguirá com ataques “onde for necessário”, enquanto autoridades libanesas defendem cessar-fogo imediato. O Irã, aliado do Hezbollah, criticou a continuidade das ofensivas e classificou as negociações como inviáveis neste contexto. Hospitais no Líbano operam no limite, evidenciando o colapso do sistema de saúde diante da escalada da violência.
