O Banco Central iniciou uma investigação interna para apurar o crescimento acelerado e a posterior liquidação do Banco Master, decisão tomada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e conduzida pela corregedoria do órgão, sem prazo definido para conclusão. Ex-dirigentes como Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram afastados após a liquidação, embora não haja acusações formais contra eles.
Entre 2019 e 2024, o Master saltou de R$ 3,7 bilhões para R$ 82 bilhões em ativos, segundo dados do BC, e apresentou crescimento anual de até 100%, conforme relatório da Moody’s. Durante a expansão, foram detectadas irregularidades como insuficiência de capital, falta de ativos líquidos e falhas no gerenciamento de risco de crédito. O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, teria conhecimento das falhas, mas evitou medidas extremas. A liquidação foi finalmente executada por Galípolo em novembro de 2025, seguindo estudos de “good bank” e “bad bank” para reduzir custos ao sistema financeiro.
Recentemente, o TCU determinou diligência para avaliar decisões do BC, substituindo inspeção in loco por auditoria técnica, que constatou a correção das apurações da autarquia. A investigação segue em sigilo, com objetivo de reforçar a governança interna e prevenir novas crises.
