quarta-feira, 4/03/2026

Educação em Mato Grosso do Sul é referência, afirma Daher

Investimentos em torno dos R$ 800 milhões, 127 escolas reformadas, expansão do Ensino Médio em tempo integral nos 79 municípios e o maior salário aos professores da Educação Básica no Brasil. Este é um pouco dos resultados da gestão de Hélio Daher, que completa dois anos como titular da Secretaria Estadual de Educação. Em entrevista ao jornal “O Estado”, ele fez uma abordagem resumida sobre avanços e projeções, demonstrando inteira confiança na política pública que vem sendo desenvolvida.

Segundo o secretário, até o final do ano que vem 70% das escolas estaduais estarão totalmente reformadas. Ele salienta que os resultados fazem de Mato Grosso do Sul um parâmetro no ensino público e credita à determinação e ao foco do governador Eduardo Riedel as conquistas já concretizadas. Além dos investimentos em infraestrutura e formação básica e técnica e de iniciativas como a proibição do uso de celulares nas escolas, uma das metas da Pasta para 2025 é criar 12 mil vagas no Ensino Fundamental integral.

APRENDIZAGEM

“Em toda gestão de educação, o objetivo sempre é a aprendizagem. E o alicerce é em três bases: acesso, permanência e aprendizagem. O mundo inteiro trabalha dessa forma”, assinalou. “Hoje não faltam vagas na Rede Estadual de Ensino. Temos um desafio de permanência, principalmente no Ensino Médio, e precisamos garantir qualidade de aprendizagem”, reforça. Segundo Daher, a valorização dos recursos humanos é determinante.

“Além do salário do professor efetivo, que é o maior do Brasil, há um ponto importante a ser observado quando falamos em professor temporário. Ele é o sexto melhor salário de professor do Brasil. Por isso, é importante lembrar que, mesmo que o professor temporário tenha um salário menor que o do professor efetivo, ele é e está entre os maiores do Brasil, e isso estamos falando de uma comparação com professores de carreira de outros estados, e não com os temporários”.

Ao comentar o combate à evasão escolar, Daher afiança que esta é uma preocupação com cuidados rigorosos. “Hoje, se o aluno se ausenta por 15 dias na escola, esse núcleo formado por psicólogos, procura a família, se informa sobre o que está acontecendo. Por isso, voltando aos pilares da educação básica, temos uma rede hoje que envolve tudo: estrutura, salário, formação e busca ativa por estudantes”.

Sobre as mudanças no ensino médio, o secretário é incisivo. “Nós viemos de uma legislação que obrigava 1,8 mil horas de formação básica para o estudante e dava às redes de ensino a liberdade para formular as disciplinas dentro de uma carga horária total de 3 mil horas, que incluía a formação profissional”, conta. “No passado, a educação profissional era oferecida de forma subsequente. Hoje se faz a educação profissional com o Ensino Médio, o que chamamos de qualificação técnica de nível médio. E a meta já foi cumprida. Chegamos a 62% das escolas oferecendo ensino em tempo integral”.

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