sexta-feira, 13/02/2026

Em audiência no Supremo, CNA defende constitucionalidade da lei do marco temporal

Brasília (06/08/2024) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil participou, na segunda (5), no Supremo Tribunal Federal, da primeira reunião da Comissão Especial de Conciliação que irá debater as ações que envolvem o marco temporal.

A Comissão foi criada pelo ministro Gilmar Mendes, relator de cinco ações sobre a constitucionalidade da Lei 14.701/2023, que estabeleceu o marco temporal para a demarcação de terras indígenas no ano passado.

O presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA, Marcelo Bertoni, acompanhou os debates e afirmou que a comissão é uma oportunidade de escutar os dois lados e chegar a uma pacificação para os conflitos fundiários, encerrando a discussão do tema no país.

“Nós continuamos com a mesma intenção: de que se cumpra a lei 14.701 e a temporalidade das áreas invadidas. O acerto tem que começar por essa temporalidade. É o que nós estamos trabalhando e esperamos que seja o caminho da consideração e da paz no campo”, disse Marcelo que representa os produtores na Comissão.

O diretor jurídico da CNA, Rudy Ferraz, afirmou que foi ao Supremo defender a constitucionalidade da lei e a prerrogativa do Congresso Nacional em legislar nessa questão. “Mas entendemos que é muito louvável a propositura do Supremo Tribunal Federal em buscar um diálogo”.

De acordo com Ferraz, a comissão será uma grande oportunidade para “verificar os consensos, os dissensos e tentar uma solução” que respeite o direito de propriedade dos produtores de alimentos. “Ninguém busca conflitos, buscamos soluções. Essa é a nossa premissa e estaremos à disposição para contribuir com o debate”.

O marco temporal define a demarcação de novas terras indígenas e vale para áreas ocupadas até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. A CNA é a favor do marco temporal.

O encontro reuniu parlamentares, governadores, representantes de povos indígenas, do setor produtivo e da sociedade civil. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, que também participaram da reunião, defenderam o marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

A previsão é que os trabalhos dessa Comissão sejam concluídos em dezembro.

Fonte: CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)/FAMASUL

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Casa Rosa realiza primeiro mutirão de 2026 e contabiliza 229 atendimentos em um único dia

A Casa Rosa realizou, neste sábado (07), o primeiro mutirão de atendimentos de 2026, consolidando mais uma importante ação voltada à ampliação do acesso...

1ª pesquisa de 2026 coloca Caravina entre os três deputados mais bem avaliados do Estado

A primeira pesquisa registrada de 2026 sobre a avaliação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e de seus parlamentares já aponta um...

Articulação de Zé Teixeira garante R$ 200 mil para saúde de Caracol

Recursos foram viabilizados por gestão conjunta entre parlamentares estadual e federal A articulação do deputado estadual Zé Teixeira junto ao deputado federal Rodolfo Nogueira garantiu...

Quem é Leo Balbinotti? Conheça o nome apontado como uma das apostas do sertanejo para 2026

Em 2025, o cantor apresentou números expressivos em seus lançamentos e chamou a atenção de nomes importantes da música sertaneja