Certificação não abre a porteira sozinha
O Vale do Ribeira, em São Paulo, lidera a produção nacional de palmito pupunha. Em 2025, Sete Barras produziu 9,5 mil toneladas, segundo o IBGE, e reúne 25 empresas de processamento. Pelo visto, a pupunha virou um negócio de respeito. A região conquistou, em novembro de 2025, a Indicação Geográfica concedida pelo INPI, abrangendo 17 municípios.
O reconhecimento valoriza a origem do produto e fortalece a identidade regional. Agora, produtores e agroindústrias querem conquistar novos mercados. Mas selo bonito não garante exportação: é preciso cumprir exigências sanitárias, manter a qualidade e assegurar fornecimento regular.
Além de movimentar a economia, o cultivo da pupunha oferece uma alternativa à exploração predatória da juçara. O desafio é transformar liderança e certificação em renda. Afinal, reconhecimento é bom, mas lucro é melhor.
