Gabinete afirma que administração da empresa é feita por parentes e segue a Lei Orgânica da Magistratura
O ministro do STF Dias Toffoli admitiu integrar o quadro societário da empresa Maridt, que participou do grupo responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, até fevereiro de 2025, e negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo nota divulgada pelo gabinete, a administração da empresa é feita por parentes, prática permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, que veda apenas atos de gestão por magistrados. A Maridt realizou a venda das cotas do resort em duas etapas, primeiro ao Fundo Arleen, vinculado ao Banco Master, e depois à PHB Holding, todas declaradas à Receita Federal dentro de valor de mercado. Toffoli recebeu dividendos enquanto a empresa integrava o grupo, mas, segundo interlocutores, não manteve relações com Vorcaro nem com seu cunhado, preso em janeiro.
O ministro é relator da investigação sobre o Banco Master, cuja distribuição ocorreu em novembro de 2025, após a Maridt deixar o grupo Tayayá. A nota reforça que todas as declarações da empresa e de seus acionistas foram aprovadas e que não houve recebimento de valores de Vorcaro ou associados. O esclarecimento ocorre após relatório da Polícia Federal, entregue ao presidente do STF, citar menções ao ministro em dados do celular de Vorcaro apreendido na Operação Compliance Zero. Toffoli classificou as menções como “ilações” e reafirmou não haver motivo para suspeição em sua atuação no caso Master.
