Senadora aposta no diálogo com o Centrão para conquistar votos que o aliado Rogério Marinho pode não alcançar
Tereza Cristina resolveu entrar no tabuleiro da presidência do Senado e acredita que sua capacidade de articulação pode render mais votos que o discurso oposicionista de Rogério Marinho. A senadora quer enfrentar Davi Alcolumbre sem ficar restrita ao cercadinho da direita. A estratégia é conversar com o centro político, onde o pragmatismo costuma falar mais alto que a fidelidade ideológica. Afinal, em Brasília, discurso vale muito, mas voto contado vale ainda mais.
O problema é que o próprio PP, partido de Tereza, já declarou apoio à reeleição de Alcolumbre. Ou seja, a senadora quer disputar a cadeira enquanto sua própria legenda parece reservar o assento para outro. Rogério Marinho reconhece a candidatura da colega e promete convergência no momento oportuno. Por enquanto, os dois disputam espaço sem admitir divisão, numa espécie de competição em que ninguém quer parecer concorrente.
Tereza quer ser a primeira mulher a presidir o Senado em 203 anos. Ambição não falta; resta saber se conseguirá transformar conversas de corredor em votos no plenário.
