Setembro Amarelo: mulheres encontram apoio no FAC

Em alusão ao Setembro Amarelo, o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) destaca como as atividades desenvolvidas junto às mulheres de Campo Grande podem contribuir para o bem-estar emocional, a autoestima e a construção de novos vínculos. Por meio de cursos, oficinas e ações comunitárias, o trabalho busca criar espaços de convivência, aprendizado e desenvolvimento pessoal.

Criado no Brasil em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Setembro Amarelo chama atenção para a importância do cuidado com a saúde mental e da valorização da vida.

No FAC, essa perspectiva aparece no cotidiano das comunidades, onde atividades de artesanato, economia criativa, culinária, empreendedorismo e educação ambiental oferecem às participantes a oportunidade de aprender, conviver e descobrir novas possibilidades. Segundo a presidente do FAC, Adir Diniz, o desenvolvimento dessas atividades também contribui para que as pessoas reconheçam suas próprias capacidades, com reflexos na autoestima e no bem-estar emocional.

Um dos relatos é o de Lucimar Costa, de 55 anos, aluna do curso de economia criativa com jeans, realizado no bairro Buriti. Para ela, a participação nas atividades faz diferença na rotina e no bem-estar.

“O curso do FAC é uma bênção em nossas vidas, ajuda muito o nosso emocional. No meu caso, o meu médico psiquiatra me indicou um curso e, graças a Deus, moro em um bairro que tem vários cursos. Vocês não têm noção de como me faz bem. Graças ao FAC, quando acaba um curso, já começa outro. Eu aconselho a todos fazerem os cursos”, revela feliz a dona de casa.

Espaço para novas possibilidades

A enfermeira aposentada Maria Aparecida, de 61 anos, também relata mudanças na rotina após conhecer o artesanato por meio das atividades do FAC. O contato com a nova habilidade passou a fazer parte do seu dia a dia e, segundo ela, contribuiu para que retomasse atividades que estavam ficando mais difíceis.

“Eu descobri que estava com Alzheimer e tive início de depressão, e, quando vim para a associação do Buriti, eu fui melhorando, fui desenvolvendo a fala, minha mão estava ficando rígida, estava perdendo os movimentos. Mudou tudo. Eu descobri o artesanato através do FAC, eu não sabia fazer nada”, fala emocionada a enfermeira aposentada, Maria Aparecida, de 61 anos, enquanto borda uma de suas peças de economia criativa.

Além dos cursos de artesanato, as ações do FAC incluem atividades de geração de renda e empreendedorismo, culinária, economia circular, educação ambiental e segurança alimentar. São iniciativas que aproximam as comunidades de oportunidades de aprendizado, convivência e participação social.

Durante o Setembro Amarelo, os relatos ajudam a mostrar como espaços de convivência e desenvolvimento podem fazer parte da rede de apoio e cuidado no cotidiano, especialmente para mulheres que encontram nessas atividades novas formas de ocupar o tempo, criar vínculos e reconhecer suas próprias capacidades.

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