Medidas preventivas ajudam a reduzir ataques e prejuízos nas propriedades rurais
A presença da onça-pintada em áreas próximas às propriedades rurais tem exigido atenção redobrada dos pecuaristas. Os bezerros estão entre os animais mais vulneráveis aos ataques, aumentando o risco de prejuízos no rebanho. Para diminuir as perdas, produtores podem adotar medidas como áreas protegidas para as crias, cercas elétricas e acompanhamento mais frequente dos animais.
A ideia é dificultar o acesso do predador sem transformar a propriedade em cenário de confronto com a fauna. O histórico de ataques também ajuda a identificar os pontos mais perigosos da fazenda. Com registros sobre locais e horários das ocorrências, o produtor consegue mudar o manejo e retirar o gado das áreas consideradas de maior risco.
A cerca elétrica pode reforçar a proteção, principalmente em locais destinados aos bezerros durante a noite. Em uma experiência realizada em Poconé (MT), a medida reduziu as perdas atribuídas a ataques, mas os resultados dependem das condições e da estrutura de cada propriedade. O uso de cães de guarda também pode ajudar no monitoramento do rebanho, funcionando como uma ferramenta complementar.
Já pesquisas com coleiras de GPS permitem acompanhar os deslocamentos das onças e entender onde ocorre maior sobreposição com as áreas de criação. A estratégia, portanto, não depende de uma única solução. Proteger as crias, reforçar barreiras, acompanhar o rebanho e conhecer os locais de maior risco são medidas que podem reduzir os encontros entre o maior felino das Américas e o gado.
No fim das contas, o produtor quer proteger o rebanho e a onça quer continuar seguindo seu caminho pela natureza. Melhor prevenir o encontro do que deixar a conta do prejuízo chegar primeiro.
