Médica não tem título de especialista em cirurgia plástica e responde por outros casos envolvendo pacientes
O que deveria ser um procedimento para melhorar a aparência terminou em tragédia em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. O Ministério Público denunciou a médica Geysa Leal Correa pela morte de Aline Heloisa Lima Santos de Oliveira, após uma lipoescultura realizada em novembro de 2023. Segundo a investigação, a médica perfurou o intestino da paciente em três pontos. Mesmo reclamando de dores intensas e falta de ar, Aline teve os sintomas minimizados. Pelo visto, o alerta do próprio corpo não recebeu a atenção necessária.
A transferência para um hospital só aconteceu no dia seguinte, quando o quadro já era crítico. A paciente morreu nove dias depois, vítima de infecção generalizada. A Justiça recebeu a denúncia e determinou a suspensão imediata do exercício da medicina pela profissional. E a situação é ainda mais grave: segundo o MPRJ, a médica não possui título de especialista em cirurgia plástica, e a clínica não tinha estrutura para atender complicações graves.
A Promotoria aponta pelo menos três mortes após procedimentos realizados pela profissional, além de casos de deformidades permanentes. O Cremerj informou que ela está regular no conselho e aguarda notificação judicial.
