Contratos milionários e suspeita de superfaturamento continuam sob investigação
A Justiça Federal decidiu manter o bloqueio de bens do empresário Sérgio Longen, presidente da FIEMS investigado na Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal em 2019 para apurar supostos desvios de recursos no Sistema S. A medida judicial faz parte de uma ação que determinou o bloqueio patrimonial de 24 pessoas e instituições até o limite de R$ 400 milhões, valor estimado como prejuízo causado por possíveis irregularidades em contratos do Sesi em diferentes estados.
As investigações apontam suspeitas de crimes contra a administração pública, fraudes em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo projetos culturais e educacionais financiados pela entidade entre 2010 e 2014. Um imóvel localizado em Varginha (MG) chegou a ser parcialmente desbloqueado após recurso apresentado pela esposa de Longen, que alegou tratar-se de bem recebido por herança.
A decisão do juiz da 4ª Vara Federal do Recife liberou apenas a parte pertencente à esposa. Paralelamente, contratos firmados pela Fiems com empresas de Campo Grande também são analisados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que investiga repasses que somam mais de R$ 1,5 milhão.
