Funsat e Uems ensinam português a migrantes na Capital 

A Escola Funsat e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) iniciaram, na noite de quarta-feira (9), as aulas de uma nova turma de “Língua Portuguesa” direcionada a migrantes. A capacitação integra o projeto “Uems Acolhe”, fruto da cooperação entre a instituição de ensino superior e a Fundação Social do Trabalho. 

Esta marca a terceira edição da iniciativa oferecida pela Escola Funsat, com um histórico de mais de cem migrantes atendidos durante a fase de adaptação no Brasil. A formação estende-se ao longo de 12 semanas e totaliza a carga horária de 60 horas de conteúdo. 

O grupo reúne 22 alunos e mantém encontros programados para as quartas-feiras, das 19h às 21h30. O conteúdo aborda a instrução básica do idioma e prossegue até o mês de dezembro, incluindo atividades complementares de acolhimento. 

Com 36 anos de magistério, o professor Leonel da Silva Justiniano detalha a finalidade das atividades. “O objetivo passa por auxiliar a inclusão, com um apoio sócio-educacional aos alunos, que são de um grupo específico. Por conta disso, inclusive, o projeto realiza as oficinas de acolhimento, nas quais se abordam individualmente a assistência a dificuldades de adaptação que o migrante esteja envolvido”, relatou o ministrante. 

Troca de experiências e integração 

A boliviana Noemi Malale reside há oito anos no território brasileiro, vivenciou a capacitação como aluna no passado e atualmente atua na instrução de novos participantes. “Satisfação enorme de ajudar, retribuir a outros que passam neste momento a adaptação que passei em 2018, quando cheguei. O curso é muito instrutivo e faz total diferença na vida de quem assiste as aulas”, explica. 

Com mais de 300 participantes em Mato Grosso do Sul, o treinamento “Língua Portuguesa – Nível Básico” abrange cinco municípios: a Capital, Nova Andradina, Corumbá, Dourados e Cassilândia. O cubano Osniel Hernandez, de 40 anos, integra a turma recém-iniciada. 

“A expectativa é de aprender mais a língua e ganhar uma noção que me ajude mais a viver boas oportunidades aqui. Campo Grande e o Mato Grosso do Sul são muito acolhedores”, disse Osniel. 

A busca por estabelecer raízes também motivou Sher Afzal Khan, paquistanês de 32 anos que reside na Capital há 150 dias. Fluente em inglês, árabe, curdo e pashto, o estudante avalia a importância do novo aprendizado  

“Não é tão facil falar, porém já entendo e, quanto mais treinar, melhor vou ficar e me estabelecer por aqui. O lugar é maravilhoso para começar uma vida”, mencionou o aluno. 

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