A França, famosa pelo perfume, pelos vinhos e pela elegância, passou o fim de semana entre gás lacrimogêneo, saques e vitrines destruídas. Mais de 500 mil pessoas foram às ruas protestar contra o custo de vida e a piora dos serviços públicos. A manifestação pacífica, porém, virou palco de violência.
Ministro oferece renúncia, Macron segura a caneta
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, tentou deixar o cargo, mas Emmanuel Macron preferiu mantê-lo e cobrar soluções. Cerca de 1.500 estabelecimentos foram saqueados ou destruídos, segundo a reportagem. Enquanto isso, o governo tenta descobrir como a situação saiu do controle.
Nas ruas, prejuízo; nos gabinetes, dedo apontado
Macron culpa grupos radicais e delinquentes. Jean-Luc Mélenchon acusa o governo de incompetência, enquanto Marine Le Pen aproveita a crise para atacar a administração presidencial. No velho teatro político, parece que todos encontraram tempo para culpar alguém, mas a população continua esperando respostas.
Novos protestos prometem esquentar o caldeirão
Com a economia pressionada, serviços públicos em debate e eleições presidenciais no horizonte, a tensão está longe de acabar. Sindicatos e movimentos sociais já anunciaram novas manifestações para 5 de novembro. Na França, a conta da crise chegou às ruas — e ainda não apareceu político disposto a pagá-la.
