Ferrogrão é apontada como solução estrutural para escoamento da safra
Volume de grãos transportados pelo corredor logístico Norte deve saltar de 18 milhões para 40 milhões de toneladas até 2035, pressionando ainda mais a infraestrutura rodoviária e portuária da região. Recentes filas de até 30 km em Miritituba, no sudoeste do Pará, mostram a limitação do acesso à Transportuária, via de ligação aos terminais de grãos, fertilizantes e combustíveis.
O diretor-executivo da Adecom, Edeon Vaz, destaca que intervenções pontuais não resolvem o problema estrutural, que exige diversificação de modais e a implantação da Ferrogrão. A rodovia BR-163 sofre com trechos críticos e obras atrasadas, com previsão de conclusão do acesso definitivo apenas em 2027. A duplicação de trechos em Mato Grosso e novos acessos aos terminais devem melhorar a fluidez, mas não eliminam gargalos. O aumento do frete na safra é consequência direta da concentração de carga e limitação de caminhões.
A Ferrogrão, porém, depende de decisão do STF sobre a constitucionalidade de seu traçado entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), suspensa desde outubro do ano passado. Enquanto isso, a logística continua pressionando produtores e transportadores, reforçando a urgência de soluções estruturais no Norte do País.
