Juros elevados e agropecuária recorde marcaram o desempenho do PIB
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmando a desaceleração em relação a 2024, quando o avanço foi de 3,4%. O resultado ficou dentro das estimativas do mercado financeiro, que projetavam expansão entre 2,1% e 2,6%. O desempenho é o mais fraco desde 2020, ano em que o País registrou retração de 3,3% em meio à pandemia.
A política de juros elevados conduzida pelo Banco Central do Brasil, com a taxa Selic em 15% ao ano, contribuiu para a perda de fôlego da atividade, especialmente no segundo semestre. No quarto trimestre, o PIB avançou 0,1% ante o trimestre anterior. Pelo lado da oferta, a agropecuária cresceu 11,7%, impulsionada por safra recorde, enquanto a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,8%.
Na demanda, houve alta de 1,3% no consumo das famílias, 2,9% nos investimentos e 2,1% no consumo do governo. Para 2026, o mercado projeta crescimento mais moderado, com expectativa de início de corte de juros ao longo do ano.
